NAS VOLTAS DO TEMPO

Conheça aqui os espetáculos que fizeram a história da Cia São Jorge de Variedades


Em breve, as peças:

 

  • QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER
  • FAUSTO
  • SÃO JORGE MENINO

Por enquanto, acesse o material no Blog!

A CIA SÃO JORGE DE VARIEDADES

Fundada por Georgette Fadel, a Cia São Jorge de Variedades surgiu na Escola de Comunicações e Artes da USP em 1998, ano em que estreou PEDRO, O CRU, peça a partir do dramaturgo simbolista português António Patrício. O espetáculo discutia nossa herança romântica através da história de Inês de Castro, recebendo o Prêmio Nascente USP/ Ed. Abril.

UM CREDOR DA FAZENDA NACIONAL, peça itinerante que resgatava a obra de Qorpo-Santo, foi destaque no Fringe do Festival de Curitiba 2000 e participou da 1ª edição do Palco Giratório do Sesc, indo a mais de 20 cidades de norte a sul do Brasil.

De 2001 a 2002, a Cia São Jorge ocupou, com grupos parceiros, o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, no projeto HARMONIA NA DIVERSIDADE, onde estreou em 2001, com o Prêmio-estímulo Flávio Rangel, BIEDERMANN E OS INCENDIÁRIOS, de Max Frisch, que participou de forma pioneira no projeto Formação de Público nos CEUs de São Paulo.

Entre 2002 e 2004, o grupo radicalizou a pesquisa em busca de novos vínculos com a cidade, ocupando albergues públicos no Canindé e na Barra Funda, onde a partir de contos de Gero Camilo criou AS BASTIANAS, em projeto da 1ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Indicada ao Prêmio Shell – Categoria Especial, a peça participa do Festival Mundial da Juventude em Caracas, 2005, ano em que a Cia ocupa o Teatro Ventoforte.

Em 2006 apresenta uma retrospectiva de seu repertório no Centro Cultural São Paulo.

Em 2007 o grupo volta à Barra Funda e se instala na CASA DE SÃO JORGE, onde cria em 2008 o trabalho de rua O SANTO GUERREIRO E O HERÓI DESAJUSTADO, com 20 atores, a partir do Dom Quixote de Cervantes, recebendo o Prêmio Shell de Melhor Figurino.  Em 2009 surge QUEM NÃO SABE MAIS QUEM É, O QUE É E ONDE ESTÁ, PRECISA SE MEXER, a partir da obra de Heiner Müller, ganhadora do Prêmio Shell – Categoria Especial. A Cia participa com seu repertório de diversas mostras e festivais no país e no exterior: Coimbra (Portugal), Londrina, Porto Alegre, São José do Rio Preto, entre outros.

Em 2012, após pesquisa de 2 anos sobre o bairro da Barra Funda e as festas populares tradicionais em diversas cidades do Brasil, estreia BARAFONDA, ganhadora dos Prêmios Coop. Paulista de Teatro para Dramaturgia, Direção e Trabalho de Rua; indicado aos Prêmios Shell – Categoria Especial e Governador do Estado. Grande reflexão sobre nossa civilização, o cortejo de 30 atuadores evoluía durante 4 h por 2 km do bairro, em relação direta com a cidade.

Em 2014 estreou SÃO JORGE MENINO, seu único espetáculo infantil, com dramaturgia de Ilo Krugli, dando forma à relação especial que a Cia sempre manteve com as crianças em seus trabalhos. No clássico FAUSTO, de Goethe, a Cia retornava ao formato de palco, falando da busca humana por saber e transcendência. Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Música, a peça estreou em 2014 no Mirada Festival Iberoamericano de Teatro de Santos.

Deixando sua sede na Barra Funda em 2017, a Cia se abriu também para trabalhos individuais de seus integrantes, ou realizados em pequenas células dentro do grupo. Em 2017 surge AFINAÇÃO I, solo da atriz, diretora e fundadora da Cia, Georgette Fadel, tentando compreender o ruído desatinado do presente através de uma “aula” sobre Marx e Hegel. Durante a pandemia de Covid-19, apresentou os trabalhos online PÁTRIA AMADA – adaptação da obra “Conversas de Refugiados”, de Bertolt Brecht, projeto de Marcelo Reis (2021) e NÃO DEIXA MEU BARCO VIRAR, cabaré cigano idealizado por Paula Klein. Montou ainda NA BEIRADA, poema cênico-musical com projeto de Patrícia Gifford e dirigido por Cristiane Paoli Quito (2022), que cruza as linguagens da música, vídeo e teatro para inspirar fortalecimento emocional diante de uma conjuntura que violenta nossa subjetividade coletiva.

Também no fim de 2021 foi lançado o filme documentário BARAFONDA – DO CORO VIESTE E AO CORO RETORNARÁS, da Bruta Flor Filmes, marcando os 10 anos da estreia do espetáculo.

Em 2022, celebrando seus 25 anos de existência, o grupo voltou a reunir-se em grande coro para realizar FESTA DOS BÁRBAROS, um espetáculo-celebração inspirado na Jurema Sagrada e nas guerras coloniais contra povos originários e escravizados, buscando um olhar desviante sobre toda nossa história popular de resistência cultural até os dias de hoje.

Recebendo mais uma vez o apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro em 2023, a Cia realizou um grande projeto que incluiu a organização e compartilhamento público de todo seu acervo reunido em livros, vídeos e discos, dando origem também ao espetáculo músico-teatral SÃO JORGE CANTA SUA HISTÓRIA, estreado em 2025.

O grupo publicou, entre 2003 e 2014, o FANZINE SÃO JORGES – um canal de interlocução com seu público, especialmente o mais jovem, tratando das produções do grupo e do teatro em nosso tempo. Em toda sua trajetória, manteve sempre seu apoio às lutas populares, sobretudo no campo da cultura.

A Cia São Jorge de Variedades já foi objeto de inúmeras teses e estudos acadêmicos, além de constar em livros didáticos escolares sobre Artes e Teatro.

 

ALGUNS ESTUDOS ACADÊMICOS SOBRE O GRUPO :

Uma dramaturgia contaminada pela cidade – inspirado em “Barafonda”, espetáculo teatral da Companhia São Jorge de Variedades – Revista Rascunhos – Caminhos Da Pesquisa Em Artes Cênicas

BARAFONDA – UMA DRAMATURGIA CONTAMINADA PELA CIDADE – Dissertação de Mestrado – Fernanda MAchado – ECA-USP

VISÕES DA ALDEIA: UMA ANÁLISE DO ESPETÁCULO BARAFONDA

A política do grupo: modos de produção como ato político – Revista Sala Preta

Barafonda: dialética da tragédia cotidiana – Revista Pitágoras 500 –  Unicamp

Teatro, memória e filme etnográfico: a Barafonda da Cia São Jorge de Variedades. Projeto de Pesquisa

Cia São Jorge de Variedades – AS BASTIANAS – Dissertação de Mestrado – Paula Klein – ECA-USP

Rito, participação e movimento no Teatro Contra a Barbárie – Virginia Sambaquy-Wallner

Se há transgressão no teatro paulistano – Revista Urdimento

Da Teatrocracia. Estética e Política do Teatro Paulistano Contemporâneo – Artur Sartori Kon

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